O doleiro Alberto Youssef já teria acertado R$ 25 milhões da “ponta do PT” para saldar dívidas de uma empresa dele, a operadora de turismo Marsans, segundo a contadora Meire Poza. Ela presta depoimento neste momento à CPMI da Petrobras. O dinheiro viria da Postalis, o fundo de pensão dos Correios, por meio de acordo entre PT e PMDB.
“A pessoa da Postalis [fundo de pensão dos Correios] nomeada pelo PT já havia resolvido e faltava a ponta do PMDB”, disse a contadora. Ela afirmou que a afirmação de Youssef foi feita em março deste ano, pouco antes de ser preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF).
Poza reafirmou o que teria dito à PF, em depoimento, de que Youssef teria vindo a Brasília para negociar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-PB). “A ponta do PT já estava acertada e faltava acertar a ponta do PMDB para a Postalis fazer o acerto de R$ 25 milhões.”
A empresa de Poza também intermediou o empréstimo de R$ 4 milhões de Youssef com o banco Stock Máxima para pagar salários atrasados de funcionários da Marsans. “Os R$ 4 milhões era algo urgente”, disse Poza. Segundo ela, nem a operadora de turismo pagou o que devia a Poza e nem ela quitou a dívida com o banco. A contadora também afirmou que não foi acionada pelo banco para quitar suas dívidas.
A reunião da CPMI prossegue no plenário 2 da ala Nilo Coelho do Senado.
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