O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, vetou nesta sexta-feira (4) a candidatura da chapa formada pelo ex-governador José Roberto Arruda (PR) e a deputada distrital Eliana Pedrosa (PPS) ao governo do Distrito Federal. Toffoli rejeitou pedido da deputada para que fosse derrubada decisão do Diretório Nacional do PPS de anular a coligação com Arruda.
De acordo com a assessoria do partido, o candidato a vice no lugar de Eliana Pedrosa será anunciado às 15h.
G1 entrou em contato com o advogado de Eliana Pedrosa, José Eduardo Alckmin. Até as 14h20, eles estava em reunião para discutir a decisão tomada por Toffoli e não retornou até a publicação desta reportagem.
O impasse que gerou o veto à candidatura de Arruda e Eliana Pedrosa teve início na última terça (1º), quando a direção nacional do PPS interveio no diretório da legenda no DF para anular a coligação com o PR em âmbito local.
No dia 28 de junho, a deputada distrital havia sido anunciada, na convenção regional da legenda, como candidata oficial ao governo. Dois dias depois, no entanto, ela mudou de ideia e, apoiada pela seção local do partido, se lançou como vice de Arruda.
Ao anular a decisão da deputada, o PPS argumentou que resolução aprovada pela sigla em fevereiro deste ano deixava claro que qualquer aliança com grupos que integrem a coligação do PT à Presidência da República só poderia ser firmada com anuência da Executiva Nacional da Legenda, o que não teria ocorrido.
Ao rejeitar o pedido da deputada Eliana Pedrosa, Toffoli afirmou que a legislação eleitoral autoriza à direção nacional dos partidos anular decisões de convenções partidárias de nível inferior, em caso de contrariedade com as diretrizes da legenda.
O ministro destacou que o partido de Arruda, o PR, integra a base aliada da presidente Dilma Roussseff e, portanto, o diretório do PPS deveria ter consultado a Executiva Nacional da sigla antes de formar a coligação.

