União dos Auditores do Tribunal de Contas da União

Banco português ‘lavava dinheiro’ de corrupção no Brasil

SÃO PAULO  –  A Polícia Federal (PF) investiga a suspeita de envolvimento de funcionários de um banco português no esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas para a Suíça atribuído ao ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e ao doleiro Alberto Youssef, réus no processo da Lava Jato – operação que apurou lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção com vista à aquisição de contratos com o governo federal. Os dois estão em prisão preventiva.


A PF cumpriu mandado de busca no escritório do banco Carregosa na rua Hungria, em São Paulo, nesta quarta-feira. A ação foi autorizada pela Justiça Federal de Curitiba e resultou na apreensão de documentos e computadores.


A suspeita é de que João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado, apontado como laranja de Youssef e que foi preso esta semana pela PF, tenha contado com a colaboração da instituição financeira para remeter recursos ao exterior.


Cerca de U$ 5 milhões em contas em nome de Almeida Prado estão bloqueados em Genebra, além de outros U$ 23 milhões atribuídos ao ex-diretor da Petrobras.


No inquérito, a PF afirma haver evidências de que o banco Carregosa fez transações com Almeida Prado e Youssef, tendo participado ainda que indiretamente de operações de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

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