A Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) passou a ter 51,4% da Ferrovia Transnordestina no novo acordo de acionistas e de investimentos assinado recentemente. Com isso, a linha férrea volta a ser estatal, embora seja uma concessão da empresa de nome homônimo, pertencente ao grupo da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
O FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste), que é administrado pela autarquia, bancará R$ 3,876 bilhões dos R$ 7,54 bilhões a serem gastos no projeto. Antes do acordo, o fundo entraria com um aporte de R$ 2,672 bilhões.
O preço oficial da obra – em junho de 2006 – era de R$ 4,5 bilhões. O governo federal, além de injetar ainda mais dinheiro, prorrogou o prazo da concessão da ferrovia até 2057. Com isso, o custo da malha subiu para cerca de R$ 7 bilhões desde março deste ano. O prazo de conclusão da construção é 2016.
O restante da composição acionária do empreendimento é: 25% da antiga CFN (Companhia Ferroviária do Nordeste); 15% será bancado pelo FNE (Fundo Constitucional do Nordeste); 8% restantes serão de acionistas menores.
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Com uma extensão de 1.728 quilômetros, a Transnordestina vai ligar a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Pecém (no Ceará) e ao de Suape. A ideia principal do empreendimento é tornar mais barato o transporte dos grãos cultivados no Sul do Piauí, do gesso do Araripe e dos produtos do polo de fruticultura irrigada Petrolina-Juazeiro.
Esta matéria foi publicada originalmente em:
http://www.transportabrasil.com.br/2013/09/sudene-adquire-514-da-ferrovia-transnordestina/


