União dos Auditores do Tribunal de Contas da União

Chegam a 177 as cidades em situação de emergência

Com as fortes chuvas que atingem o Sul há uma semana, moradores enfrentam toque de recolher e montam acampamentos contra saques.


Em Foz do Iguaçu, um dos principais destinos turísticos do país, a passarela que dá vista para as cataratas teve de ser interditada em plena Copa.


Só no Paraná, os prejuízos são estimados em R$ 1 bilhão pela Defesa Civil. E a previsão era de mais chuva nesta madrugada (14/6), o que eleva o risco de novas inundações.


Em União da Vitória, um dos municípios que decretaram calamidade pública, moradores acampam em frente às casas de dia como prevenção a eventuais saques e estão proibidos de ir às ruas após as 20h.


A medida vale apenas para as áreas alagadas. E não são poucas: até ontem (13/6), cerca de 40% da zona urbana ainda estava debaixo d’água, segundo a prefeitura.


O decreto do toque de recolher foi assinado pelo prefeito Pedro Ilkiv para evitar roubos e garantir a segurança da população. Nesta semana, um jovem se afogou ao tentar atravessar uma área alagada, conforme a
Defesa Civil.


  Divulgação  
Cheia no bairro Cidade Jardim, em União da Vitória, no interior do Paraná
Cheia no bairro Cidade Jardim, em União da Vitória, no interior do Paraná


O rio Iguaçu, que corta a cidade e é o maior em extensão do Paraná, demora a baixar. Até o início da noite, estava em 7,94 m -já chegou a 8,1 m.


Segundo o capitão Dorico Borba, da Defesa Civil estadual, a expectativa é que a situação esteja normalizada em 11 dias, se não chover.


É uma situação atípica pela formação geográfica do município. A água está baixando, mas bem devagar“.


Com escolas alagadas, as férias foram antecipadas.


Nas Cataratas do Iguaçu, a principal passarela do parque está interditada, sem previsão de ser liberada. Após atingir sua maior vazão, o nível está oito vezes acima do volume normal, com 12,8 milhões de litros por
segundo.


Outras trilhas e o acesso ao mirante estão liberados, diz administradora do local.


Mais de mil quilômetros de rodovias estaduais foram danificados, além de prédios públicos e outras obras.


CIDADES ATINGIDAS

Ao todo, 193 cidades foram atingidas pelas chuvas no Paraná e em Santa Catarina. Treze pessoas morreram.


Ontem, o governo do Paraná reconheceu mais 17 municípios em situação de emergência, totalizando 147. Ao todo, 32.374 pessoas permanecem na casa de parentes e amigos e 4.448 estão em abrigos.


Em Santa Catarina, municípios também tentam reparar os prejuízos das chuvas.


O Estado tem 30 cidades em situação de emergência e duas em calamidade pública: Rio Negrinho e Guaramirim.


Em Canoinhas, a Polícia Militar também intensificou as rondas noturnas nas áreas atingidas pelas cheias.


Segundo o Simepar, no Paraná as pancadas devem atingir as regiões oeste e sudoeste a partir desta madrugada. Em Santa Catarina, a chuva deve ser mais intensa no sul.


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http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/06/1470296-com-cheias-sul-tem-toque-de-recolher-e-vigilia-contra-saque.shtml