União dos Auditores do Tribunal de Contas da União

Paixão pelo triatlo faz auditor sonhar em representar o Brasil no campeonato mundial

A prova exige concentração, força física e capacidade de resistir à dor para superar 3,8 km nadando, 180 km pedalando e 42,1 km correndo. E o que levou o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) e diretor social da Auditar, Carlos Alberto Guimarães, o Carlão, a participar do Ironman Brasil 2010? Um sonho.

 

O sonho surgiu quando ele tinha 26 anos e viu o triatleta Leandro Macedo representar os brasileiros no campeonato mundial no Havaí. “Era um representante de peso. Eu assisti àquela prova, fiquei encantado e pensei em um dia fazer aquilo”, revelou Carlão.

 

Em 2007, a paixão pelos esportes e aquele velho sonho incentivou o auditor a procurar a escola de triatlo de Leandro Macedo. Três anos depois, Carlão completou seu primeiro Ironman, 10 hs. e 01 min., na Alemanha. Carlos, qual foi a emoção ao cruzar a linha de chegada? “Uma das coisas mais marcantes e mais emocionantes da minha vida, inesquecível Naquele dia, fazia seis meses do falecimento do meu pai e aquela conquista foi dedicada a ele”.

 

Depois de curtir o resultado, o diretor social da Auditar traçou outra meta, porque atleta que é atleta sempre está em busca de objetivos desafiadores. Ele resolveu participar de outro Ironman, em 2010, na capital de Santa Catarina, Florianópolis, e cumprir o percurso abaixo de dez horas. Tarefa realizada. Depois de muito treino, dedicação e suor, Carlão cruzou o pórtico de chegada em 9h50.

 

Ele conseguiu o décimo lugar na categoria de triatletas com idade entre 40 e 44 anos e quase uma vaga para representar o Brasil no Mundial de Ironman. Aquele no Havaí! Como assim? “Infelizmente, aconteceu de na minha categoria eles chamarem até o nono colocado e eu fiquei em décimo, a quarenta segundos da nona colocação. Por pouco não peguei vaga para o campeonato mundial. Isso acontece, coisa do esporte. Novas oportunidades virão. Se for para ser, eu vou representar o Brasil no Havaí em um futuro próximo”.

 

O Ironman de Florianópolis é uma das seletivas para a competição mundial e a única na América Latina. Outras provas classificatórias ocorrem em diversos países ao redor do mundo.

 

Trabalho e esporte

 

Carlão, como você consegue conciliar o trabalho no TCU e a vida de triatleta? “Essa é a parte mais difícil de ser um atleta amador. A preparação é longa, cansativa, requer algumas horas do dia, além das manhãs de sábado e domingo. Eu concilio acordando mais cedo do que todo mundo, às 5hs, para treinar. 10hs da manhã, começo no tribunal”.

 

E como é a rotina? “Pelo fato de eu acordar de manhã e ir treinar, chego ao TCU muito mais acordado do que uma pessoa normal. (Risos). Outro benefício é a disciplina dos treinos que procuro trazer para o meu trabalho e para minha vida pessoal”.

 

Exemplo

 

Quem conhece Carlão admira a personalidade dele. O ânimo e a força do atleta contagiaram um triatleta de Juiz de Fora-MG, conterrâneo do Carlos. Como assim? “Contei a minha experiência no Ironman da Alemanha para o meu amigo Marcos. Ele gostou e começou a praticar triatlo. Há cerca de um mês, ele participou da primeira prova, super empolgado. Fiz o convite para assistir a competição em Floripa. Marcos estava lá, gostou e se inscreveu para o Ironman do Brasil em 2011. Graças à minha história, ele vai se tornar um Ironman. Isso me deixa orgulhoso e feliz”.

 

Carlão, a Auditar e os servidores do TCU torcem para que você consiga a vaga no Mundial de 2011. Força! 
        
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