União dos Auditores do Tribunal de Contas da União

Combustíveis podem subir de novo

SÃO PAULO – Um dos principais pontos de disputa da gerência da Petrobras (PETR3;PETR4) com o governo, o reajuste de preços da gasolina e do diesel pode ocorrer logo em junho, conforme apurado pelo jornal Folha de S. Paulo. O calendário, não divulgado pelo mercado, integra um dos pontos do mecanismo aprovado em dezembro pelo conselho de administração da companhia.

Contudo, de acordo com o jornal, o calendário passou a preocupar mais a cúpula do governo executivo após o reajuste de 4% para a gasolina e 8% para o diesel no mês passado. O reajuste de dezembro foi visto como um dos vilões para o aumento de inflação no ano passado, que ficou em 5,91%, acima do projetado pelo Banco Central, de 5,85%.

Deste modo, uma saída, segundo os setores de governo seria antecipar o aumento para março, de forma a diluir o impacto do reajuste sobre a campanha de Dilma Rousseff para a reeleição. Controlar a pressão inflacionária seria uma das obsessões da presidente da república no ano eleitoral. Segundo avaliações internas, a principal força eleitoral da campanha pela reeleição vem do baixo nível de desemprego e do nível de renda estável da população, uma variável que pode ser sempre impactada quando há variação de preços.

Procurado pela Folha, o ministério da fazenda não comentou o assunto, enquanto a assessoria da estatal não quis comentar. No início de dezembro, quando foi anunciado o reajuste de combustíveis, a ação da petrolífera foi bastante penalizada, uma vez que a metodologia de precificação foi vista como pouco transparente. Isso deteriora a percepção de governança corporativa, enfraquece a posição de uma equipe de gestão mais forte e técnica, além de ter um impacto significativo nos lucros e no valuation da companhia, conforme ressaltou o Credit Suisse em relatório.

 

Leia mais em:

http://www.infomoney.com.br/petrobras/noticia/3148302/petrobras-deve-aumentar-preco-combustiveis-junho-mas-alta-pode-ser