Em nota à imprensa, a montadora afirma que utilizou todas as “ferramentas legais e negociáveis de flexibilização” para preservar a sua força de trabalho. Segundo a Mercedes, foram adotados licença remunerada, férias coletivas e individuais, banco de horas individuais e coletivos, semanas com quatro dias de trabalho, redução para um turno, PDVs e lay-offs (suspensão temporária dos contratos de trabalho) e interrupção da produção em dezembro.
A empresa afirma que prorrogou o lay-off para cerca de 750 colaboradores de São Bernardo do Campo e de 170 da fábrica de Juiz de Fora (MG) até 30 de abril. “Dessa vez, com os custos totalmente assumidos pela empresa“, diz. A montadora informa ainda que, apesar do cenário de queda da produção, mantém os investimentos de R$ 730 milhões anunciados para as duas fábricas entre 2015-2018, “para assegurar a competitividade da companhia“.
Paralisações
Em protesto contra as demissões, trabalhadores do turno da manhã da fábrica da Mercedes em São Bernardo resolveram paralisar as atividades por 24 horas, após assembleia realizada na porta da empresa às 6h. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os funcionários paralisaram como um “aviso” para a diretoria da fábrica, com quem pretendem conversar ainda hoje sobre as demissões. A previsão é que os trabalhadores do turno da tarde também devem parar.
Também estão em greve, só que por tempo indeterminado, trabalhadores da fábrica da Volkswagen de São Bernardo do Campo. A paralisação se deu após a empresa confirmar que vai demitir 800 funcionários. A empresa alega ter um excedente de 2 mil trabalhadores na unidade, de um total de 13 mil, e diz que esta é “a primeira etapa de adequação do efetivo“.

