
Durante o Mês das Mulheres, a Auditar fará homenagem àquelas que trabalham nesse órgão de contas e que desempenham um papel imprescindível para o avanço dos trabalhos dentro da Casa.
São elas que, com um profissionalismo e habilidades únicas, ocupam os espaços e reafirmam diariamente que lugar de mulher é onde ela quiser.
Conheça nossa terceira homenageada
Nascida na Zona da Mata mineira, filha única e órfã de mãe, Graça Duarte sempre lutou muito por sua carreira profissional. Sua vida acadêmica teve início em Belo Horizonte, no Colégio Tiradentes, e posteriormente ingressou na faculdade de Letras.
Ainda jovem, veio para Brasília para trabalhar no comércio, quando surgiu a oportunidade de prestar concurso no Departamento Administrativo do Serviço Público, o antigo DASP, para datilógrafa. Graça foi convocada para o Tribunal com quatro meses após o resultado do concurso. “Foi só alegria! Minha vida deu uma guinada,” conta.
Natural de uma cidade bem pequena, imaginava que a capital do país possibilitaria crescer profissionalmente e financeiramente mais facilmente. Segundo ela, foi uma decisão difícil e que lhe custou lágrimas. “Eu chorava de saudade. Naquela época não existia telefone celular. Para falar com meus tios e primos tinha que enfrentar uma fila para fazer um telefonema”.
Sempre ouvinte dos conselhos dos familiares, Graça conta que suas forças eram renovadas a cada telefonema por conta da saudade. “Era um bálsamo escutar a voz deles. Era um grande desafio, pois além da cultura diferente, fui morar sozinha e com poucos recursos”, diz.
Hoje Graça é servidora do Tribunal de Contas da União e é referência de competência e profissionalismo.

