O debate sobre o futuro da auditoria pública ganhou uma dimensão social crucial nesta semana. O Presidente da Auditar, Clemens Santos, participou de “O Seminário Internacional O Futuro da Auditoria Pública”, onde defendeu que os órgãos de controle devem priorizar a atuação focada na redução das desigualdades sociais e na fiscalização das políticas destinadas à população negra.
O seminário, em sua primeira edição, reuniu auditores e acadêmicos em um espaço dinâmico de discussão sobre as tendências que estão redefinindo a atividade de auditoria do setor público e seu impacto na cidadania.
Em sua palestra, o presidente foi enfático ao sublinhar o papel transformador dos órgãos de controle. “A auditoria moderna não pode se limitar ao controle da legalidade e da eficiência. É urgente que avaliemos a equidade e o impacto social das políticas públicas”, afirmou.
“Precisamos de auditorias com foco na população negra como destinatária de várias políticas públicas. Se queremos um país mais justo, o sistema de controle precisa iluminar onde os recursos estão chegando, ou deixando de chegar, a quem mais precisa,” complementou o líder da Auditar.
O Futuro da Fiscalização e a Cidadania
O seminário abordou quatro eixos centrais que guiam a inovação no setor. Além das abordagens teóricas, foram apresentados casos práticos sobre: Auditoria Pública Centrada no Cidadão; Competências e Habilidades do Auditor do Futuro;
Abordagens Inovadoras na Auditoria do Setor Público: Casos e Lições Aprendidas; Inteligência Artificial e Transformação Digital na Auditoria Pública.
O evento contou ainda com a presença de importantes instituições do controle externo, como o Instituto Rui Barbosa (IRB) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

