Conforme dados de um relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas), divulgado pelas Nações Unidas no início de novembro, em Copenhagen (Dinamarca), se o mundo quiser evitar ameaçadoras alterações climáticas, a livre utilização de combustíveis fósseis deverá ser banida até 2100.
Para o planeta não precisar enfrentar danos “severos, generalizados e irreversíveis”, o documento recomenda que produção de eletricidade seja garantida a partir de fontes com baixas emissões de carbono em 2050.
Além disso, o documento defende que a redução de emissões é crucial se houver a intenção de limitar o aquecimento global a dois graus centígrados, um limite que foi estabelecido em 2009. E para atingir este objetivo, as energias renováveis terão de passar dos atuais 30% para 80% no setor energético até 2050.
“Temos os meios para limitar as alterações climáticas. As soluções são várias e permitem manter o desenvolvimento econômico e humano. Tudo o que precisamos é de vontade de mudar e confiamos que essa vontade seja incentivada pelo conhecimento e compreensão da ciência das alterações climáticas”, afirmou o presidente do IPCC R. K. Pachauri.
“A ciência falou”, disse o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, reagindo à divulgação do relatório. “Não há qualquer ambiguidade na sua mensagem. Os líderes têm de agir. O tempo não está do nosso lado”.

