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Graça Foster diz que não sabia de tudo sobre Pasadena

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou que na segunda-feira, 24, tomou a decisão de abrir uma comissão interna para investigar a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. 

Em entrevista ao jornal O Globo, a presidente da Petrobrás afirmou que o caso não vai ficar “pedra sobre pedra”. 

Graça revelou que havia, na época da aquisição, um comitê de proprietários de Pasadena no qual o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa era representante da Petrobrás. 

Irritada, Graça reclamou que desconhecia a existência do comitê – que atuava acima do Conselho de Administração da estatal. Após processo arbitral da estatal brasileira com os sócios belgas na refinaria, em 2008, o comitê deixou de existir. 

Segundo ela, no entanto, ainda não foram encontradas irregularidades na atuação do comitê no caso de Pasadena. 

Graça também mostrou indignação com a possibilidade não saber tudo que deveria sobre Pasadena: “eu não posso não saber de alguma coisa neste momento em relação à Pasadena. Eu não aceito. E daí vem minha indignação“, afirmou, na entrevista ao Globo

De acordo com Graça Foster, a companhia terá até 45 dias para se manifestar “sobre uma série de processos que já estavam em avaliação de forma administrativa”. 

Ainda na entrevista, a presidente da Petrobrás evitou comentar se as denúncias têm cunho político e admitiu que não foi feita auditoria na refinaria Abreu e Lima, envolvida em suspeitas de superfaturamento. “Não há materialidade hoje que justifique isso”. 

Em 2005, a empresa belga Astra Oil comprou a refinaria de Pasadena por US$ 42,5 milhões. No ano seguinte, a Petrobrás adquiriu 50% do ativo por US$ 360 milhões. Em 2012, após disputa judicial, a companhia teve de comprar o restante da refinaria, num desembolso total de US$ 1,18 bilhão.

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