A União dos Auditores Federais de Controle Externo (Auditar) acaba de lançar a campanha Indique seu Candidato a Ministro, processo eleitoral que resultará na indicação de um nome a ser enviado à Câmara dos Deputados como sugestão para o preenchimento da vaga do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Ubiratan Aguiar. No dia 31 de março, os auditores do TCU definirão o nome a ser apoiado pela categoria.
A primeira fase do processo prevê a livre indicação de até três nomes por cada auditor do TCU, associado ou não à Auditar. Os nomes indicados poderão ser de dentro ou de fora do Tribunal. Só serão aceitos os candidatos que cumprirem os critérios constitucionais e da Ficha Limpa. Em seguida, haverá 1º turno com os candidatos indicados e 2º turno com os cinco mais votados.”Os auditores acreditam e anseiam por essa participação. Desejamos colaborar para o processo de escolha de ministros do TCU, subsidiando a Câmara dos Deputados com um nome criteriosamente escolhido e que seja apoiado pela categoria”, afirma a presidente da Auditar, Bruna Mara Couto.
Após 118 anos de existência do TCU, que foi criado pelo então ministro da Fazenda do governo de Floriano Peixoto, Serzedello Corrêa, a iniciativa proposta pela Auditar é inédita no Tribunal, e tem como inspiração o processo eleitoral do Ministério Público da União (MPU), no qual cada membro tem direito a voto. Outra referência é a Lei Complementar nº 135 de 2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, que alterou a Lei Complementar nº 64 de 1990, tornando mais rígidos os critérios de inelegibilidade no sistema eleitoral brasileiro. A Ficha Limpa resulta da bem sucedida participação da população na política nacional e confirma o poder que a sociedade civil organizada é capaz de exercer quando se mobiliza. “Vivemos um momento de grande engajamento político da sociedade. Iniciativas como a nossa não buscam conflito, mas sim a contribuição para a defesa do interesse público. Este é um momento histórico, e abre um precedente importante para os processos de escolha de autoridades na gestão pública”, confirma Bruna Mara Couto.

