A Auditar e o Sindilegis informam a todos os filiados que repudiam as afirmações irresponsáveis do articulista Cláudio Dantas Sequeira, publicadas nesta semana (18/11) na revista IstoÉ. As entidades vão encaminhar um pedido formal de direito de resposta à direção da Revista, e caso não sendo atendido adotará as ações judiciais apropriadas para defender a imagem dos auditores do Tribunal de Contas da União.
Sob o título “Incentivo às avessas”, a matéria, inserida dentro da coluna Brasil Confidencial, denigre a reputação dos auditores de Controle Externo do TCU, ao afirmar que o auditor somente propõe a paralização de obras suspeitas de irregularidades graves, para obter gratificações.
Textualmente, a revista informa:
“Incentivo às avessas.
Não é apenas por zelo com o dinheiro público que o Tribunal de Contas da União vem intensificando o cerco em torno de obras com suspeitas de irregularidades. Uma portaria de abril de 2009, criada para melhorar o desempenho professional dos auditores, instituiu uma gratificação funcional por ‘dano evitado’. Ou seja, o TCU passou a recompensar financeiramente ou por meio de promoção interna os técnicos que identifiquem algum problema e determinem a suspensão do contrato suspeito. A recompensa é quase imediata, enquanto a apuração da irregularidade pode levar anos.”
A Secretaria de Comunicação do TCU já esclareceu por meio de nota que a gratificação mencionada pela Revista não existe, e que todos os servidores do Tribunal de Contas da União são remunerados com base na lei que define o plano de cargos do órgão (Lei nº 10.356/01), não havendo diferenças de remuneração quanto à área de atuação ou resultado do serviço realizado.
O Sindilegis e a Auditar perguntam quem são os verdadeiros interessados na desqualificação das auditorias de obras, e repudiam a tentativa de desmoralização do trabalho dos auditores do TCU, que cumprem a elevada missão de zelar pelo bom uso da coisa pública, e jamais foram denunciados por desvio de conduta.

