União dos Auditores do Tribunal de Contas da União

Associados avaliam o II Congresso Brasileiro das Carreiras Jurídicas de Estado

Os associados da Auditar, que ganharam as inscrições para participar do II Congresso Brasileiro das Carreiras Jurídicas de Estado (II CBCJE), avaliaram como foi o evento, revelaram a importância do congresso para o aperfeiçoamento profissional e elogiaram a iniciativa da Auditar de sortear vagas para o II CBCJE.

 

O auditor da 6ª Secretaria de Controle Externo, Antonio José Saraiva Júnior, qualificou o congresso como positivo por tratar de temas atuais para a sociedade e, principalmente, para os integrantes das carreiras jurídicas. “Considero ter sido o encontro proveitoso ao promover a conscientização dos integrantes das carreiras jurídicas acerca do papel dessas diante de temas centrais para o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos (temática desse II CBCJE), como desenvolvimento ambiental sustentável, Copa do Mundo 2014, Olimpíadas 2016 e deficiências da legislação, pendentes de aprimoramento, em diversas áreas. Em especial, gostei bastante de conhecer como o desenvolvimento ambiental é tratado como política pública de futuro pelo Governo do Amazonas, assim como ouvir os representantes das entidades envolvidas na realização dos jogos de 2014 e 2016 no Brasil. Não houve pontos negativos”, avaliou Júnior.

 

Membro da Secretaria de Controle Externo do Estado da Paraíba, o auditor Ronildo Ferreira Nunes concordou com Júnior sobre a variedade e a importância dos temas, além de identificar a relação do conteúdo do II CBCJE com os trabalhos do Tribunal de Contas da União. “O Congresso atendeu as minhas expectativas, tendo em vista que foram abordados nos painéis e oficinas realizadas, além de discussões afetas às carreiras jurídicas, objetivando a melhoria e ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, outros temas de grande relevância para o desenvolvimento do país, nas áreas de economia, meio ambiente, infraestrutura, políticas públicas, cujos assuntos têm relação com as atividades de fiscalização exercidas pelo Tribunal de Contas da União. O tema que mais me interessou foi o referente ao combate à corrupção, lavagem de dinheiro e inteligência, que tem uma relação mais próxima com o trabalho desenvolvido por nós auditores”, disse Nunes.

 

Para Ronildo Nunes, a ausência de alguns palestrantes convidados foi ponto negativo do evento. “Me frustrou apenas o fato de que nem todos os palestrantes convidados que constavam da programação compareceram ao evento, como o Sr. Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, o Presidente do Banco Central, Carlos Henrique Meireles, além dos Presidenciáveis, Marina Silva, Dilma Roussef e José Serra, cujas palestras muito me interessavam de assistir”, lamentou o auditor.

 

Bruno Marra Corrêa, auditor da Secretaria de Controle Externo do Estado de Rondônia, criticou a ausência dos participantes em alguns dias do congresso.  “Um dos pontos negativos que observo foi o pequeno quórum de participantes nos painéis do segundo e terceiro dias, o que demonstrou um pouco de desinteresse pelos congressistas”, lamentou Corrêa.

 

Como ponto positivo, Bruno elogiou o currículo dos palestrantes. “O que mais gostei foi a diversidade de temas tratados, a qualificação dos palestrantes, painelistas, coordenadores das oficinas e participantes do evento”, julgou o auditor.

 

Aperfeiçoamento profissional

 

Antonio José, Ronildo e Bruno viram no II Congresso Brasileiro das Carreiras Jurídicas de Estado oportunidade para a troca de experiências com profissionais de áreas diversas e para aprofundar conhecimentos sobre os temas do evento.  

 

“Os encontros colaboraram para a atividade profissional na medida em que propiciaram um melhor conhecimento da magnitude política, social e econômica dos temas acima citados, bem como da relevância, materialidade e risco envolvidos na operacionalização dos mesmos no âmbito da Administração Pública”, disse Antonio José Júnior.

 

“Com certeza minha participação no Congresso contribuiu para meu aperfeiçoamento profissional. Além do aprofundamento de conceitos/assuntos, pude, nos dias do evento, conviver com profissionais de diversas carreiras jurídicas, como Advogados Públicos, Magistrados, Promotores de Justiça, Procuradores da República e do Trabalho, dentre outros”, relatou Bruno Marra Corrêa.

 

“Certamente que a minha participação no Congresso foi bastante proveitosa e contribuiu para o meu aperfeiçoamento profissional, haja vista que tomamos conhecimento, principalmente nas oficinas realizadas, das ações desenvolvidas pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e outros órgãos competentes, no combate à corrupção e ao crime organizado”, comentou Ronildo Nunes.

Iniciativa da Auditar

 

Os participantes também responderam à pergunta: qual a opinião sobre o fato de a Auditar ter sorteado, entre os associados, vagas para o II CBCJE?

 

“Trata-se de iniciativa louvável, pois favorece a integração de servidores do TCU com o pessoal de outras carreiras jurídicas. Creio ser importante, no entanto, uma participação maior de servidores do Tribunal nos próximos encontros dessa natureza, como o III CBCJE, a ser realizado em 2012, pois percebi que nossa carreira, embora não seja considerada uma “carreira jurídica” strictu sensu, carece de maior interlocução junto a categorias como a magistratura, Ministério Público, advogados públicos, procuradores federais e peritos criminais federais (que representaram a grande massa dos participantes), tendo em vista a temática do controle externo influenciar sobremaneira a atuação de todos esses grupos, sendo que esses, não raramente, carecem de conhecimento mais aprofundado sobre o mecanismo de trabalho e a visão dessa Corte de Contas.” – Antonio José Saraiva Júnior.

 

“Quanto ao oferecimento de vagas para participação neste evento e em outros relacionados ao trabalho dos AUFC, por parte da Auditar, entendo ser totalmente cabível. É uma das formas de o associado perceber que a Auditar se preocupa com o aperfeiçoamento profissional de seus membros. Sugiro que a Auditar, sempre que possível, disponibilize outras participações em eventos semelhantes.” – Bruno Marra Corrêa.

 

“Em relação ao sorteio realizado pela Auditar, entendo ser esta a forma mais democrática de escolher dentre os associados interessados, haja vista a impossibilidade, por motivos financeiros, de a Associação atender a todos os interessados.” – Ronildo Ferreira Nunes.

 

Bruno sugeriu a presença da Auditar na estrutura de congressos e afins relativos à carreira dos auditores de controle externo. “Várias associações dos membros das carreiras jurídicas de Estado montaram estandes para divulgação de trabalhos. Sugiro que a Auditar faça o mesmo nos próximos eventos, pois, além de divulgar a própria Associação, tornará mais conhecida a carreira dos Auditores Federais de Controle Externo”, finalizou.