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Aécio quer reduzir impostos, comissionados e Ministérios

O Senador e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira, em São Paulo, que, se for eleito, criará uma secretaria que em seis meses terá de apresentar uma proposta de redução da carga tributária e da quantidade de cargos comissionados no governo federal.


Pela redução de pessoal, destacou o tucano, está a proposta de compactação dos ministérios para um número “entre 22 e 24” –atualmente, são 39 pastas.


Aécio foi o convidado de uma palestra realizada em um hotel da zona sul de São Paulo voltada a executivos e promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide). A entidade congrega representantes de corporações nacionais e internacionais de 12 países (a maioria, do Brasil) e quatro continentes.


Com um discurso de críticas à política econômica da presidente Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à reeleição, Aécio teve uma plateia de 518 espectadores, o maior número já reunido pelo Lide em almoços-debate do tipo. Segundo o presidente da entidade, o empresário João Dória Jr, edições passadas mais concorridas, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a própria Dilma reuniram plateias de, respectivamente, 508 e 496 pessoas.


Segundo Aécio, o Brasil, “antes colocado ao lado de países em desenvolvimento, como China, Rússia e Índia”, hoje “é colocado ao lado de países em crise, frágeis, como Indonésia”.


Críticas à política econômica de Dilma

Temos hoje não só uma explosão dos gastos públicos como um crescimento deles, este ano, em relação ao ano passado”, disse o tucano, para quem há “equívocos gravíssimos” na condução da política econômica capazes de levar o país “a um cenário de extraordinárias preocupações”.


Essa concentração crescente de recursos na mão da União, o pior resultado dos últimos três anos na balança comercial e o crescimento da nossa dívida bruta”, segundo o pré-candidato do PSDB, são fatores que, aliados a uma inflação “em viés de crescimento”, gerariam a instabilidade econômica que ele afirma perpassar o Brasil no governo de sua futura adversária.


Na proposta de enxugar gastos a partir do corte de cargos em comissão, Aécio citou as agências reguladoras e as classificou como “cabides de empregos” e destacou ações no comando do governo de Minas Gerais como diretrizes a serem adotadas no governo federal, caso se eleja.


Sou um devoto entusiasta da gestão pública eficiente e defendo parcerias do Estado com o setor privado. Minas foi um grande laboratório de experiências bem sucedidas. Inovamos, por exemplo, nas parcerias com o setor privado – agenda perdida no atual governo”, definiu. “Teremos uma gestão onde a meritocracia vai substituir o aparelhamento e onde os resultados serão cobrados”, discursou.


Durante o debate, o tucano foi questionado por empresários sobre a continuidade do programa Bolsa Família, marca do governo Lula reforçado pela gestão de Dilma, e sobre a Petrobras –alvo do mais recente escândalo por conta de supostas irregularidades na compra da refinaria de Pasadena. “Todos aqui acompanham o terrorismo em véspera de eleição sobre o programa (Bolsa Família)”, disse. “Não vou acabar com ele, mas dar outra dimensão e aprimorá-lo”. Sobre a Petrobras, prometer “reestatizá-la”.

 

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