Incomodados com as críticas que vêm recebendo pelo seu trabalho de fiscalização de obras públicas, os auditores do TCU, reunidos terça-feira em seminário na sua entidade de classe, a Auditar, abriram o verbo. Oministro José Jorge afirmou que estaria mais preocupado se os órgãos do governo ficassem felizes com o controle feito pelo tribunal. Nenhum fiscalizado gosta de fiscal. Pernambucano, o ministro citou o exemplo da construção da refinaria Abreu e Lima: em 2004 a obra estava orçada em US$ 4 bilhões, que passaram este ano para US$ 12 bilhões. Para o ministro, o fato revela a falta de planejamento na execução do empreendimento e na estimativa de custo. Esse não é um tipo de obra que está sendo feito pela primeira vez. Refinaria se faz a toda hora no mundo, concluiu.

