União dos Auditores do Tribunal de Contas da União

Cineasta do TCU fala do novo filme da saga que retrata o dia-a-dia de servidores do Tribunal


 



Auditório lotado para assistir “Pacto de Sangue”. Tensão para uma cena onde uma mão é decepada sem dó nem piedade. Filme de terror? De jeito nenhum.  Ao contrário, é comédia pra  rolar de rir e conta a saga dos funcionários da TAL – Tribunal da América Latina – e dos ataques que vem sofrendo das autoridades descontentes com a atuação do controle. A cena em supostamente de terror mostra o novo pacto de gestão acordado entre o Presidente do Tribunal, chamado de Zelaiatan e o Presidente do Sindicato dos Auditores Federais – Sindauf – que consiste na troca de metas de trabalho por benefícios dados pela Administração. Pacto de Sangue faz parte da saga “Ensaio sobre a Gestão” apresentado no ano passado. O estilo dos filmes segue o roteiro, edição, direção vem do  Auditor Federal, Júlio César de Azevedo Teixeira – ou simplesmente Júlio CAT. A trama sempre bem humorada retrata o cotidiano das atividades diárias dos servidores do Tribunal de Contas da União satirizando as condições de trabalho, sempre com esquetes irônicos, mas com muito respeito à instituição esclarece o auditor-cineasta. A edição é toda feita num computador da minha casa, conta com orgulho o Auditor que entrou no Tribunal em 1994, é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ceará. Ele, que é autodidata e nunca trabalhou na área de vídeo, conta que a brincadeira como cineasta começou na própria Semag – Secretaria de Macroavaliação Governamental, quando os colegas se uniram na produção de audiovisual que acabou se transformando no clássico da cultura recente do TCU, “Os servidores do Tribunal de Contas Unido”, o 1º filme realizado em 2002. O elenco é composto por servidores do TCU, a maioria da Semag e alguns de outras secretarias além de terceirizados e estagiários.  Pacto de Sangue foi apresentando durante a VII Mostra de Talentos do TCU. Júlio CAT deu uma exclusiva para o site da Auditar – e está sendo exibido no Espaço Cultural Marcantônio Vilaça.

Entrevista Júlio CAT –

Auditar – Qual o enredo do filme pacto de sangue e qual a principal mensagem para o público?

Júlio CAT – Nosso novo filme “Pacto de Sangue” faz parte da saga dos funcionários do TAL (Tribunal da América Latina), cujo primeiro filme da saga “Ensaio sobre a Gestão” foi apresentado no ano passado (2008). “Pacto de Sangue” é uma comédia irônica, satírica, que aborda a atual gestão do TAL (uma paródia sobre a atual gestão do TCU, de forma caricaturada, é claro!), evidenciando os ataques que o Tribunal vem sofrendo de autoridades, principalmente Presidentes de Países Latino-Americanos,  descontentes com atuação constitucional de controle apresentada pelo Tribunal. Além disso, o filme evidencia o novo pacto de gestão acordado entre o Presidente do TAL (Tribunal da América Latina), Zelaiatan, e o Presidente do Sindicato dos Auditores Federais (SINDAUF), que consiste na troca do cumprimento de metas de trabalho (por parte dos funcionários) por benefícios dados pela Administração (uso do estacionamento de brita, autorização para tirar licenças, ir ao banheiro , etc…), o que pode ser definido como um sistema de Milhagens (“SmileTAL). A mensagem passada, com bom humor,  diz respeito ao Pacto de Gestão implementado aqui no nosso TCU , cujo principal programa (Reconhecer-Ser) consiste na premiação, por meio de pontuação, para aqueles servidores que mais contribuíram para o cumprimento de metas do TCU. Essas pontuações servem para o servidor receber benefícios adicionais da administração. Por ser bem similar a um programa de milhagens de companhias aéreas (acumulação de milhas em troca de benefícios) nosso filme parodiou o programa ao chamá-lo de “SmileTAL”. Na verdade, como toda paródia, o filme exagera ( e por isso mesmo chama a atenção) nas consequências (um pouco desastrosas) que podem advir desse programa para a vida pessoal e profissional dos servidores (penso ser esta a principal mensagem do filme !).

Auditar – Como começou na área, quanto tempo no TCU, e se tem mais gente do TCU na equipe de cinema…
Júlio CAT – Sou Auditor Federal de Controle (antes chamava-se Analista de Finanças e Controle Externo) deste 1994 aqui no TCU (15 anos). Sou formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ceará. Nunca trabalhei na área de vídeo e meu conhecimento nessa área é intuitivo e autodidata (um verdadeiro hobby, mas quem sabe um dia pode virar coisa séria?). Começamos filmando as festas de confraternização daqui do Tribunal e, como todos elogiavam a forma criativa e humorista das minhas edições, resolvi realizar  filmes amadores (de ficção) que abordam o cotidiano dos servidores do TCU. No ano de 2002, fizemos nosso  1º filme ( “Os Servidores do Tribunal de Contas Unido”), um verdadeiro clássico da cultura recente do TCU. O elenco dos nosso filme é formado por servidores da Semag (Secretaria de Macroavaliação Governamental), a maioria Auditores Federais, e alguns de outras Secretarias, bem como terceirizados e estagiários. È por isso que chamamos nossa “produtora fictícia” de CINESEMAG”. Aliás, sem esses corajosos colegas atores (e tem vários com verdadeiro talento) jamais teria filmado algum filme ! O roteiro é feito por mim, mas com ajuda e ideias originais de vários colegas. No figurino e na cenografia também conto com a ajuda de colegas. A edição e direção do filme é toda minha. Faço a edição num computador em minha casa. 

Auditar – Se as pessoas quiserem mais informações sobre como participar do grupo ou ter acesso aos filmes como devem fazer?

Júlio CAT –  Quem quiser fazer parte será muito bem vindo!  Aliás as gravações (sempre autorizadas pelo Tribunal e pelos superiores) são muito divertidas. É só procurar por mim (Júlio César) na Semag (Ramal 7139), ou pelo e-mail:  juliocesarat@tcu.gov.br.   

Auditar – Quais os filmes que já fez? Já foi premiado?
Júlio CAT – Meus filmes foram (sempre feitos aqui no TCU): Os Servidores do Tribunal de Constas Unido (2002), Diretor em transe (2003), As ACEs CATs contra os ratos do orçamento (2004), Tribunal de Contas Romano (2005), Página da vida dos servidores (2006), Estacionamento provisório (2007), Ensaio sobre a gestão (2008) e Pacto de sangue (2009). Nunca fui premiado, mas também jamais tive participei de festivais de vídeo. Quem sabe no futuro?!   

Auditar – Todos os filmes tem essa vertente cômica. Pretende fazer algum de outro gênero? 

Júlio CAT – O gênero é sempre o mesmo: humorístico, satírico e muitas vezes comédia pastelão. Por abordar, dessa forma cômica, as atividades diárias dos servidores do TCU (mas com muito respeito à instituição), os colegas se identificam de imediato (principalmente com suas queixas, além de rirem de si mesmos) com nossos filmes. Daí o sucesso da fórmula.  E tendo em vista que também gosto de fazer assim, não pretendo mudar por enquanto.

Auditar – Qual o conselho que dá para pessoas que tem a mesma paixão pelo cinema e se interessem pela sétima arte?
Júlio CAT –  Penso que não posso dar conselhos específicos nessa área, ainda porque ainda me considero um amador e um aprendiz. Mas posso falar com segurança que as pessoas, mesmo em ótimos empregos estáveis, como os servidores do TCU, devem procurar fazer atividades apaixonantes em suas vidas, independente do retorno financeiro. No meu caso, a criação audiovisual é minha paixão. A criações artísticas e culturais são divinas e terapêuticas. Mas existem muitas outras atividades apaixonantes que elevam nossa motivação e nossa qualidade de vida, como, esportivas, intelectuais, trabalhos voluntários, espirituais, etc…