A Ferrovia Transnordestina vai atrasar mais um ano e o governo federal assume o status de atenção da obra. A promessa é que os canteiros sejam remobilizados a partir de novembro, mas novas empreiteiras ainda não foram contratadas. Antes prevista para operar em 2015, a malha ferroviária passa a ser promessa para 2016. Os dados são do oitavo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), divulgado ontem pelo Ministério de Planejamento.
A obra tinha orçamento de R$ 5,4 bilhões desde 2007 e a empresa responsável pela obra, a Transnordestina Logística (TLSA ), pleiteava há mais de dois anos um reajuste no valor . O sétimo balanço do PAC 2 divulgado no primeiro semestre deste ano já apresentava o valor de R$ 7,5 bilhões.
A contrutora Norberto Odebrecht rescindiu o contrato com a TLSA e saiu do projeto no início de setembro de 2013. A falta de reajuste, por sinal, foi a grande motivadora para a saída. A assinatura do aditivo só veio no dia 24 também do mês passado. Segundo o ministro César Borges, os novos valores tornam obrigação a entrega do malha ferroviária operando em 36 meses.
Na ocasião em que o novo valor foi validado, a TLSA informou que está concluindo a contratação de novas empreiteiras, o que permitirá abertura de novas frentes de serviço no trecho entre Missão Velha(CE) – Pecém(CE). Também fará a retomada do ritmo de trabalho mais intensivo nos trechos entre Eliseu Martins(PI) e o Porto de Suape(PE).Nenhum nome foi divulgado ainda.
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