BRASÍLIA – Polícia Federal instaurou nesta segunda-feira inquérito policial em Curitiba (PR), para apurar vazamento à imprensa de informações sobre os depoimentos prestados pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto da Costa, preso pela operação Lava-jato. O teor do depoimento é protegido por segredo de Justiça.
Numa série de depoimentos após acordo de delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa apontou o envolvimento de vários políticos, entre eles, deputados, senadores, governadores e de pelo menos um ministro com desvios de dinheiro de contratos da estatal com grandes empresas. No final de semana, a revista “Veja” listou alguns dos nomes citados pelo ex-diretor.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reuniu-se nesta segunda-feira, com um procurador que integra a força-tarefa do Ministério Público Federal responsável por apurar denúncias de irregularidades na Petrobras, para avaliar medidas para garantir que a investigação não seja comprometida pelo vazamento de informações. Criado em maio deste ano, o grupo é composto por seis procuradores da República e atua no Paraná, sob a coordenação de Janot.
Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o procurador-geral reiterou a necessidade de manter as apurações em sigilo. “O Ministério Público não deve dizer o que está fazendo ou o que vai fazer durante uma investigação. Ele presta contas dos resultados“, disse Janot, por meio de sua assessoria.
Ainda segundo a assessoria de imprensa, “o MPF não irá se manifestar sobre as supostas informações divulgadas pela imprensa, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento imparcial de todas as linhas de investigação possíveis para o caso, respeitando sempre a presunção de inocência“.
Leia mais em:

