Apontado como operador do PMDB no esquema de desvios de recursos da Petrobrás, o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano depôs na tarde desta sexta-feira, 21, por cerca de três horas, na sede da Polícia Federal em Curitiba.
Baiano é alvo da sétima etapa da Operação Lava jato, denominada Juízo Final, deflagrada na última sexta-feira, 14, e que levou à prisão 24 pessoas, incluindo presidentes das principais empreiteiras do País e o ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque. Apesar de ter a prisão temporária decretada na sexta, Baiano só se entregou à Polícia Federal na terça-feira, 18.
Como a prisão temporária tem prazo de cinco dias ele ficaria preso até próximo sábado. Caso considere necessário, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato, pode decidir pela prorrogação de sua prisão, ou mesmo conversão para prisão preventiva, que não tem prazo para terminar.
Citado nos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef à Justiça Federal como operador do PMDB na diretoria de Internacional da Petrobrás, quando era ocupada por Nestor Cerveró, indicado pela sigla para o cargo.
Costa e o doleiro Alberto Youssef afirmaram que o mesmo “esquema criminoso” que desviou e lavou 2% ou 3% de todo contrato da área da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás também existia em outras unidades, “especialmente na Diretoria de Serviços, ocupada por Renato Duque, e na Internacional, ocupada por Nestor Cerveró”.
Em princípio, os defensores de Fernando Baiano não querem admitir delação premiada, mas a hipótese não está totalmente descartada. Os investigadores consideram que, se o investigado contar tudo o que sabe, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque e outros ex-dirigentes da estatal ficarão em “uma situação terrível”.
O empresário não quer “ficar para trás”. Se outros alvos da Lava Jato o acusarem como personagem importante no esquema, ele também poderá “abrir o jogo”. “Com tanta mentira sobre a minha pessoa, resolvi me apresentar”, disse Fernando Baiano ao se entregar aos policiais na terça.
Leia mais em:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/operador-do-pmdb-depoe-na-pf-em-curitiba/


