O PPS vai pedir nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) que inclua a presidente Dilma Rousseff na lista de investigados pela Operação Lava Jato. O partido baseia o documento no relato do doleiro Alberto Youssef, que, como revelou VEJA em outubro, afirmou à Justiça que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de desvio de verba na Petrobras.
Além de Youssef, outro delator, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, citou a presidente. Em acordo de delação premiada, Costa afirmou que, em 2010, Youssef intermediou, em nome do ex-ministro Antonio Palocci, propina de 2 milhões de reais para a campanha de Dilma. Os valores deveriam ser retirados da propina de 2% cobrada pelo Partido Progressista (PP) em contratos com a Petrobras. “No ano de 2010, [Paulo Roberto] acredita que quando Antonio Palocci já não ocupava nenhum cargo no governo federal, recebeu uma solicitação, por meio de Alberto Youssef, para que fossem liberados 2 milhões de reais do caixa do PP, para a campanha presidencial de Dilma Rousseff“, diz trecho da delação do ex-diretor da petroleira.

Apesar de citada na delação do ex-diretor da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff não será investigada, por enquanto, nos processos relacionados ao petrolão. A decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de não listar a presidente entre as autoridades que deveriam ter a conduta apurada está fundamentada na Constituição – mas isso não significa que a petista não possa ser responsabilizada no futuro.
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