Ao contrário do que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci afirmou nesta segunda-feira (20) em e-mail a clientes, as consultorias dele ainda são alvo de investigação do Ministério Público Federal.
Um inquérito civil, que está sob sigilo na Procuradoria da República no Distrito Federal, apura se o ex-ministro praticou improbidade administrativa enquanto exercia o cargo de deputado federal entre 2007 e 2010, período em que teve um enriquecimento meteórico prestando serviços para grandes empresas.
O processo foi instaurado após o jornal Folha de S. Paulo denunciar em maio de 2011 que o petista comprou um imóvel em São Paulo por R$ 6,6 milhões no fim de 2010. A Procuradoria não quis comentar – o processo é confidencial.
Investigadores da Lava Jato também vão examinar as contas da empresa de Palocci, assim como fizeram com o ex-ministro – e também consultor — José Dirceu.
A força-tarefa em Curitiba irá analisar se Palocci de fato pediu R$ 2 milhões por intermédio de Alberto Youssef para a campanha de Dilma em 2010, conforme a delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras.
Naquela época, enquanto coordenava a corrida eleitoral do PT, o então deputado federal de Ribeirão Preto embolsou ao menos R$ 12 milhões com consultorias fictícias, conforme revelou ÉPOCA em sua última edição.
Após ser anunciado chefe da Casa Civil do governo Dilma, em dezembro de 2010, Palocci recebeu R$ 2 milhões do Pão de Açúcar, num contrato de boca intermediado pelo advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça. Outros depósitos milionários e sem comprovação de serviços foram feitos no mesmo período.
Ao mesmo tempo, parlamentares da oposição e do PMDB prometem aprovar nesta semana a convocação de Palocci para depor na CPI da Petrobras. Também se empenharão para quebrar os sigilos bancários, fiscais e telefônicos de Palocci, sua empresa de consultoria e de seu sobrinho, que é sócio do petista.
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